DA IDENTIDADE ENTRE ECONOMIA POLÍTICA E LIBIDINAL NO MAQUINISMO DO DESEJO
os fundamentos da crítica esquizoanalítica à psicanálise
DOI:
https://doi.org/10.33871/27639657.2026.6.1.12104Palabras clave:
economia libidinal, desejo, psicanálise, inconsciente maquínico, produção socialResumen
Na fundamentação teórica da esquizoanálise, Deleuze & Guattari partem da descoberta freudiana da libido e a conectam com a descoberta marxiana do trabalho abstrato, estabelecendo uma identidade de natureza entre economia libidinal e economia política. Se diferenciando do freudo-marxismo, os autores propõem uma concepção unívoca da produção, a um tempo desejante e social, mas que é separada, ao nível do registro, pela família e por Édipo como estruturas capitalistas de repressão do desejo. A psicanálise, com sua tentação edípica, acabaria, por fim, por reproduzir essa separação, ao invés de propriamente criticá-la. Desse modo, apresentamos a fundamentação teórica da identidade entre economia libidinal e política para, passando pela relação essencial entre desejo, trabalho e dinheiro, demonstrar como o inconsciente maquínico se constitui através de fluxos desejantes assignificantes em conexão imediata (não sublimada) com o social, o técnico, o econômico, o político, para além do império de Édipo e da família.
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