DA MUSICOTERAPIA À MUSICOTERAPIA ORIENTADA PELA TEORIA PSICANALÍTICA: FUNDAMENTOS EPISTEMOLÓGICOS

Authors

  • Iara Del Padre Iarema Ulkowski
  • Rosemyriam Ribeiro dos Santos Cunha Universidade Estadual do Paraná, Campus Curitiba II de Curitiba - Faculdade de Artes do Paraná.
  • Nadja Nara Barbosa Pinheiro Universidade Federal do Paraná.

DOI:

https://doi.org/10.33871/2317417X.2019.10.1.3151

Abstract

Apresentamos aqui uma visada sobre os entrelaçamentos entre musicoterapia e psicanálise. Esta pesquisa está sistematizada como um estudo epitemológico. Neste escopo, partimos do estudo abrangente sobre a constituição da musicoterapia como ciência, incluindo uma discussão sobre como se deu a mudança discursiva do uso terapêutico da música com bases mágicas e religiosas, para a musicoterapia como prática cientí­fica. Enfatizamos, também, que a musicoterapia se constitui como ciência pautada em conceitos de outras bases teóricas, que não a sua própria. E que a psicanálise aparece na história da musicoterapia, em especial no Brasil, como uma das primeiras teorias com que a musicoterapia se entrelaça. Dessa forma, em seguida, procedeu-se a articulação entre musicoterapia e psicanálise, apoiadas por autores que se propõem a este tema, tais como Lecourt, Benenzon, Pellizzari, especialmente em seu livro Musicoterapia psicoanalí­tica (1993),e Cirigliano. Notamos que, apesar da grande diversidade de leituras acerca do entrelaçamento entre musicoterapia e psicanálise, há alguns pontos em comum neste campo hí­brido. Alguns conceitos psicanalí­ticos são fundamentos para a prática dos autores pesquisados, como o conceito de Inconsciente postulado por Freud e a noção de transferência.

Downloads

Download data is not yet available.

Author Biographies

  • Iara Del Padre Iarema Ulkowski
    Mestre em Psicologia pela Universidade Federal do Paraná, Especialista em Saúde Mental pelo IBPEX, Musicoterapeuta pela Faculdade de Aates do Paraná.
  • Rosemyriam Ribeiro dos Santos Cunha, Universidade Estadual do Paraná, Campus Curitiba II de Curitiba - Faculdade de Artes do Paraná.

    Doutora em Educação pela Universidade Federal do Paraná com Pós-Doutorado pela McGill University. Professora do curso de graduação em Musicoterapia da Universidade Estadual do Paraná – UNESPAR, Campus II de Curitiba – Faculdade de Artes do Paraná.

  • Nadja Nara Barbosa Pinheiro, Universidade Federal do Paraná.
    Mestre e Doutora em Psicologia com pós-doutorado em Psicanálise e Psicopatologia na Universidade Paris 7. Professora da graduação e do PPG em Psicologia da Universidade Federal do Paraná. Coordenadora do Laboratório de Psicanálise (UFPR).

References

BARCELLOS, L.R.M. 40 anos urdindo e tecendo fios. In Costa, C. M. (org). Musicoterapia no Rio de Janeiro: novos rumos. Rio de Janeiro: Editora CBM, 2008.

__________. Quaternos de musicoterapia e coda. Dallas: Barcelona Publishers, 2016.

BARCELLOS, L.R.M. & SANTOS, M.A.C. A natureza polissêmica da música e a musicoterapia. In Revista Brasileira de Musicoterapia. 1(1), p. 5-18, 1996. Disponí­vel em http://www.revistademusicoterapia.mus.br/wp-content/uploads/2016/12/1-A-Natureza-Poliss%C3%AAmica-da-M%C3%BAsica-e-a-Musicoterapia.pdf Acesso em: novembro/2019.

BENENZON, R.O. La nueva musicoterapia. Buenos Aires: Lumen, 1998.

__________. Manual de musicoterapia. Rio de Janeiro: Enelivros, 1985.

__________. Musicoterapia: de la teorí­a a la práctica. 1ª edición ampliada. Madrid: Paidós, 2011.

BRUSCIA, K.E. Definindo musicoterapia. 3 ed. Tradução de Marcus Leopoldino. Dallas: Barcelona Publischers, 2016.

BUENO, F.S. Minidicionário da lí­ngua portuguesa. 5 ed. São Paulo: Lisa, 1991.

CHAGAS, M. & PEDRO, R. Musicoterapia: desafios entre a modernidade e a contemporaneidade. - como sofrem os hí­bridos e como se divertem. Rio de Janeiro: MauadX: Bapera, 2008.

CIRIGLIANO, M. M. S. A canção âncora. In Revista Brasileira de Musicoterapia, ano IX, n.º 7, p. 38-42, 2004. Disponí­vel em http://www.revistademusicoterapia.mus.br/wp-content/uploads/2016/11/5-A-Can%C3%A7%C3%A3o-%C3%82ncora.pdf Acesso em novembro/2019.

__________. Atención fluctuante musical: una reflexión repecto al papel del musicoterapeuta. In Anais II World Congress of Music Therapy (p. 1166-1175). Vitoria-Gasteiz-Spain, 1993.

__________. Contribuições da análise de discurso e da psicanálise aos discursos do autismo. In Anais do Seminário Interno de Pesquisas do Laboratório Arquivos do Sujeito. 1(1), 2012. Disponí­vel em http://www.las.uff.br/periodicos/index.php/seminariointerno/article/view/10 Acesso em novembro/2019.

__________. Entre "chien et loup": o autismo e o ponto de vista da psicanálise. In Anais do Seminário Interno de Pesquisas do Laboratório Arquivos do Sujeito - UFF. 3. p. 139-144, 2015. Disponí­vel em http://www.las.uff.br/periodicos/index.php/seminariointerno/article/view/50 Acesso em novembro/2019.

__________. Uma pontuação possí­vel aos discursos sobre autismo: a voz no autista– interlocuções entre análise de discurso, psicanálise e musicoterapia. (Tese de doutorado,Universidade Federal Fluminense, Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagem), 2015. Disponí­vel em https://app.uff.br/riuff/bitstream/1/3117/1/SECR-POS_UFF.pdf Acesso em novembro/2019.

CONDE, C. & FERRARI, P. A criação do curso de musicoterapia no Rio de Janeiro e suas reverberações. In Costa, C. M. (org). Musicoterapia no Rio de Janeiro: novos rumos. Rio de Janeiro: Editora CBM, 2008.

CUNHA, R. Conceituação em musicoterapia: temos fundamentos universais? In Anais do XIX Fórum Paranaense de Musicoterapia e III Simpósio Paranaense de Pesquisa em Musicoterapia. Nº 19, p. 25-32, 2018.

__________. Desafios da construção de conceitos na pesquisa em musicoterapia. In Anais do XVIII Fórum Paranaense de Musicoterapia. N° 18, p. 8-16, 2017. Disponí­vel em https://055b1521-9fff-46a1-87d7-f732367761b7.filesusr.com/ugd/4d3564_0e8ad46bbb614f148c3b64e3d6f20c97.pdf Acesso em novembro/2019.

FEDERAÇíO MUNDIAL DE MUSICOTERAPIA. O que é Musicoterapia? In Associação de Musicoterapia do Paraná. 1996. Disponí­vel em https://www.amtpr.com.br/musicoterapia Acesso em novembro/2019.

LAPLANCHE, J. & PONTALIS, J. B. Vocabulário da Psicanálise. 4 ed. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

LAPOUJADE, C. & LECOURT, E. A pesquisa francesa em musicoterapia. In Revista Brasileira de Musicoterapia. Rio de Janeiro, Ano I, n. 1, p. 19-29, 1996.

LECOURT, E. Freud e o universo sonoro: o tic-tac do desejo. Goiânia: Editora da UFG, 1997.

__________. La musicothérapie. 3 ed. Paris: Eirolles, 2011.

MESSAGI, J. M. D. A prática pedagógica do professor musicoterapeuta: implicações na formação do profissional. Dissertação (Dissertação de Mestrado, Pontifí­cia Universidade Católica do Paraná, Mestrado em Educação). 1997.

PELLIZZARI, P. Musicoterapia Psicoanalí­tica: el malestar en la voz. Buenos Aires: Ricardo R. Resio, 1993.

RUUD, E. Caminhos da musicoterapia. São Paulo: Summus, 1990.

SAMUEL 1. In A Bí­blia de Jerusalém. Nova edição revista. São Paulo: Paulinas, 1985.

WHEELER, B. The relationship between music therapy and theories of psychotehrapy. In Music Therapy. Vol 1, Issue 1, p. 9-16, janeiro de 1981. Disponí­vel em https://academic.oup.com/musictherapy/article/1/1/9/2757052 Acesso em novembro/2019.

WIGRAM, T., PEDERSEN, I. N. & BOND, L. O. A comprehensive guide to music therapy: theory, clinical practice, research and training. London: Jessica Kingsley Publishers: London, 2002.

Published

2020-04-09

How to Cite

Ulkowski, I. D. P. I., Cunha, R. R. dos S., & Pinheiro, N. N. B. (2020). DA MUSICOTERAPIA À MUSICOTERAPIA ORIENTADA PELA TEORIA PSICANALÍTICA: FUNDAMENTOS EPISTEMOLÓGICOS. InCantare Journal, 10(1). https://doi.org/10.33871/2317417X.2019.10.1.3151