Percepções sobre os bebês: uma análise comparativa com uso de fotografias na avaliação de processos formativos

Autores

DOI:

https://doi.org/10.33871/22386084.2026.16.11087

Palavras-chave:

bebês, fotografia, capacitação profissional, antropologia visual

Resumo

Este artigo apresenta uma proposta de instrumento para a avaliação de processos formativos dirigidos a profissionais que atuam com bebês. Trata-se de um estudo de abordagem mista (qualitativa e quantitativa), quase-experimental, do tipo antes-depois. O instrumento consistiu na apresentação de pares de fotografias de um mesmo bebê em situações semelhantes. Antes e depois da capacitação, os participantes foram convidados a escolher uma imagem de cada par e justificar a escolha, por meio de uma questão aberta, aplicada via formulário Google Forms. Foram utilizados 12 pares de fotos, com o intervalo médio de 48 horas entre o pré-teste e o pós-teste. As respostas foram submetidas à análise de conteúdo, sendo a avaliação qualitativa complementada por uma nuvem de palavras. A pesquisa envolveu 247 profissionais do Serviço Público em três contextos distintos: 107 profissionais atuantes no Brasil (Contexto 1) e 140 profissionais da primeira infância, das áreas da saúde e da educação, atuantes na França, Bélgica e Luxemburgo: Jornada do BabyLab Cerep Phymentin – Paris, França (Contexto 2) e no Colóquio internacional da WAIMH (World Association of Infant Mental Health) - contexto 3. Os resultados evidenciaram transformações nos critérios de percepção dos participantes após a formação, com a incorporação de referências mais técnicas e conceituais nas justificativas apresentadas. Esses achados indicam o potencial da fotografia como recurso sensível e eficaz para a avaliação da aprendizagem e dos efeitos de processos formativos no campo da primeira infância.

Biografia do Autor

  • Glaucia Maria Moreira Galvão, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

    Doutorado em Saúde da Criança e do Adolescente – Universidade Federal de Minas Gerais, Professora Adjunta de Pediatria na Faculdade de Medicina da FAMINAS-BH e da Faculdade de Medicina Ciências Médicas de Minas Gerais

  • Maya Gratier, Universidade Paris Nanterre (UPN)

    Habilitação para Dirigir Pesquisas (HDR), Universidade Paris-Nanterre, França. Pesquisadora do Laboratório de Etologia, Cognição e Desenvolvimento (LECD), Universidade Paris Nanterre, França.

  • Mariana Negri, Universidade Paris Cité (UPCité)

    Doutoranda em cotutela, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Université Paris Cité (UPCité), Belo Horizonte, MG, Brasil. Psicanalista e Pesquisadora Escola de Música, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte, MG, Brasil.

  • Clara Powacrzuk Affonso da Costa, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)

    Graduação em Psicologia, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Porto Alegre, RS, Brasil.

  • Ludmila Tavares, Instituto Langage (IL)

    Doutora em Odontologia, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Piracicaba, SP, Brasil. Instituto Langage, São Paulo, Brasil.

  • Alessandra Provera, Universitade de Bologna (Unibo)

    Doutora pelo Departamento de Psicologia, Universidade de Bolonha (Unibo), Bolonha, Itália. Fondazione Istituto Neurologico Nazionale Casimiro Mondino, Pavia, Lombardia, Itália.

  • Erika Parlato-Oliveira, Universidade Paris Cité (UPCité)

    Habilitação para Dirigir Pesquisas (HDR), Universidade Paris Cité (UPCité), Paris, França. Professora do Programa de Pós-Graduação, Escola Doutoral "Pesquisas em Psicanálise e Psicopatologia", Universidade Paris Cité (UPCité). Diretora do Babylab Cerep-Phymentin, Paris, França. Vice-presidente da WAIMH-França.

Referências

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Publicado

2026-02-06

Edição

Seção

Dossiê: O que o bebê tem a nos ensinar?

Como Citar

GALVÃO, G. M. M. et al. Percepções sobre os bebês: uma análise comparativa com uso de fotografias na avaliação de processos formativos. Revista Educação e Linguagens, v. 16, p. 1–19, 6 fev.2026.